MIRIAM RIGOUT

A paulista Miriam Rigout dedica sua vida às artes plásticas desde 1987. Estudou ilustração, restauro, conservação e pinturas especiais no Brasil e nos EUA. Há mais de 20 anos, encontrou sua verdadeira essência como artista e criou a sintonia ideal entre arte e meio ambiente. A artista é conhecida por expressar sua criatividade nas formas e texturas do papel reciclado. 

Para quem é conhecedor de seu trabalho, é fácil bater os olhos e reconhecer a marca de Miriam, não por ser uma obra comum, mas por manifestar a fluidez, o movimento e o equilíbrio que vêm das mãos de uma artista singular. 

Tamanho reconhecimento pode ser notado pelos prêmios conquistados ao longo de sua carreira, como o Prêmio Objeto de Arte da Feira Puro Diseño na Argentina; pelas diversas exposições realizadas em galerias dentro e fora do Brasil e célebres espaços culturais, como os Espaços Citi e Banco Central, ambos em São Paulo; e por inúmeras publicações latinas, européias e brasileiras sobre seu trabalho. 

Segundo Jacob Klintowitz, um dos mais conceituados especialistas e críticos de arte do país, “As formas de Miriam Rigout são enganadoramente simples. (…) De tal maneira se integram ao ambiente que podem ser confundidas com ele. As esculturas parecem que sempre estiveram ali. Há uma atmosfera de naturalidade. (…) Elas se apresentam como são, nãoideológicas, na vontade de existir. A arte é suficiente.”

O estilo adotado por Miriam existe há centenas de anos. A técnica de reciclagem do papel surgiu, ou ao menos tem seus primeiros registros, na Índia e Pérsia do século XV. No século seguinte, as peças decorativas criadas a partir do papel enrijecido, já eram exportadas para a Europa. Na mesma época, a técnica foi aperfeiçoada pelos franceses, que adicionaram à receita, o giz, a cola e a areia. Estava criado o papel reciclado, que é usado até hoje. 

Para a artista, ter se identificado com o papel reciclado foi um processo natural, assim como o surgimento do sucesso. 

“Trabalhar com papel é maravilhoso porque é um material camaleônico, pode tomar qualquer forma e não depende de grandes aparatos, como um forno, por exemplo, e mesmo assim, é bem urbano ”, diz Miriam. A única energia de que uma peça depende para ficar pronta é a energia solar. 

O material para criação não é comprado em lojas, é um material coletado. No início, Miriam corria pelos escritórios e empresas da cidade buscando por papéis e papelões que teriam um destino certo, o lixo. Hoje, o material, antes considerado descartável, vai até o ateliê, enviado pelos próprios escritórios. 

O resultado final são obras de arte com cores vibrantes, formas expressivas e criativas, diferentes texturas, relevos, cortes e projeções. São peças únicas, que podem formar conjuntos capazes de decorar ambientes rústicos ou modernos.

Obras

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