LOURENÇO DO BEM

Natural de Porto Alegre-RS, nasce em 1956. Filho de pais artistas plásticos e educadores. Desde cedo tem acesso ao ateliê do pai e de tudo o que acontece no mundo da criação como desenho, pintura, gravura e escultura. Convive e desfruta do que acontece num ateliê e sempre tem ao alcance das mãos papel, lápis e tinta para brincar. Em família, acompanhava as exposições do pai, Glênio Bianchetti, e dos amigos do pai como Carlos Scliar, Glauco Rodrigues e outros pintores gaúchos.

Em 1962, muda-se para Brasília. Então, com 6 anos, conhece a cidade ainda em construção. Tudo em Brasília era tão jovem como ele, impregnado de poeira e de esperança. Visitando as construções da cidade tem contato com a arquitetura de Oscar Niemeyer e vê o plantio das primeiras árvores no Eixo e o asfalto tão festejados. Lourenço de Bem cresce com a cidade.

Em 1977 faz sua primeira exposição individual de quadros, participa de salões em Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Santos e Brasília onde é premiado no Salão Universitário e ganha sua primeira viagem para estudar no MAM – Rio de Janeiro. Estuda desenho no CRESÇA e faz curso de policriatividade que amplia, de maneira sifnificativa, sua visão sobre as linguagens artísticas. 

Em 1986 é contratado como professor de pintura do CRESÇA, onde leciona por 02 anos. Em 1989 inaugura seu próprio ateliê, trabalhando como pintor e escultor. Um ano mais tarde, volta a dar aulas de pintura e criatividade e forma grupos de pintura como o Grupo Todos de Bem, Terra Tinteira e outros que expõem no Brasil e no exterior. Em seu ateliê, Lourenço de Bem, reune artistas de Brasília para debates, projetos e exposições, onde exerce importante papel cultural, influenciando e formando novos talentos.

Durante sua vida artística – sendo filho de pai e mãe artistas, portanto, iniciada ainda na infância -, conquistou reconhecimento por alguns trabalhos característicos dentre os incontáveis projetos dos quais participou: o Atelier Lourenço de Bem, as Pedras, a Tribo do Zé, as telas Capim-Cerrado, os Anjos. O Atelier Lourenço de Bem, inaugurado em 1989, é de uma arquitetura peculiar (projeto do artista), composto de espaço para aulas de pintura e escultura; amplo espaço gastronômico; ponto de encontro cultural; palco de muitos eventos importantes à cultura Brasiliense; galeria para exposições; ambiente para palestras, apresentações culturais, performances e shows. As Pedras, embora a personalidade do artista seja marcante (deixando forte a identidade ao trabalho), foram diversas elaboradas e instaladas em diversos locais e com diferentes finalidades.

A Tribo Do Zé é formada por esculturas feitas em papel marchê produzidas e adaptadas pelo artista para alcançar formas mais volumosas. O Zé foi a primeira figura feita, e a partir de então ele foi ganhando amigos, esposa, filhos. 

As telas da série Capim-Cerrado têm uma característica marcante no contraste que realça o volume, as tonalidades e profundidade atraindo o olhar do observador para a beleza infinda de uma paisagem cotidiana do cerrado brasileiro. Esse trabalho, já produzido há mais de 15 anos, é bastante reconhecido entre apreciadores de artes. Diversas dessas telas foram adquiridas por pessoas importantes de Brasília, São Paulo e de outros estados. 

Os Anjos, ainda em desenvolvimento, são o mais recente projeto do artista Lourenço de Bem, inspirado em uma nova fase de sua vida, mais integrado ao universo imaterial da fé, da esperança, da bondade… quiçá uma representação contemporânea da beleza sacra. Será realizada uma revoada composta por dezenas de esculturas de anjos.

Obras

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