FLÁVIO LIMA

Há 35 anos, a fotografia começava a despertar o senso criativo no goiano Flavio Lima – e até hoje ela cumpre essa função. Mas, se nos anos 1980 Flavio se especializou em clicar pessoas, produzindo editoriais e campanhas publicitárias para os mais diversos veículos de moda, hoje suas lentes estão miradas exclusivamente em um trabalho artístico autoral.
Apesar de estar envolvido com fotografia há mais de três décadas,
Flavio sentiu a paixão pelo ofício batendo novamente à porta há dois anos. Teria que ser algo novo. Depois de passar um longo período atuando como empresário do ramo de joias, ele atendeu a um chamado do coração. “Queria me dedicar a algo diferente de tudo o que já tinha visto”, explica.

Não mais a fim de ser pautado por marcas e tendências, encontrou a resposta na fotografia artística. Flavio passou a seguir a própria intuição no processo criativo. Por outro lado, suas obras são um convite à livre interpretação.

“Eu coloco as minhas ideias ali, mas cada um enxerga sob o próprio ponto de vista.” Este é só o começo de uma caminhada desprendida e iluminada. Com um senso estético apurado, Flavio já tem novas ideias em mente para seguir investindo em seu estilo próprio e fazer com que a sua arte cruze fronteiras – geográficas e da imaginação.

Flávio possui várias séries fotográficas: Ecos; Naturalidades; Urbanidades; Light Walker; Deserto.
Para Flavio Lima, o deserto é feito de silêncio, reflexão, paz e amor. E após uma experiência em uma zona árida – mesmo com a tentação de reencontrar e se refugiar em sua bolha – nós saímos transformados e preparados para habitar um lugar mais fértil e mais bonito.
É hora de: reinventar, repaginar, ressignificar, redesenhar, renovar,
reprogramar, reiniciar, rebobinar. Nessa série, a fluidez e o movimento dos tecidos fotografados lembram que o deserto se modifica diariamente, às vezes em questões de horas. As curvas nos fazem diminuir a velocidade, mas não dizem que devemos parar.

Em sua série Light Walker, o artista Flavio Lima utiliza a fotografia para desafiar o espectador a transpor as lacunas mais obscuras da existência – representadas pelos nossos próprios vazios – e seguir por um caminho iluminado. 

Sempre de forma experimental e inusitada, utilizando-se de metais tubulares, Flavio constrói estruturas em diversos formatos. Para isso, ele recorre aos seus 20 anos de experiência como fabricante de joias. 

A inspiração nas formas e nos contornos desses objetos preciosos se fazem presentes em Light Walker, porém, em uma atmosfera propositalmente mais rudimentar

Obras

Escolha com qual departamento deseja falar:
Rolar para cima